AOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
O SINDICATO DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO vem manifestar seu repúdio, com a violenta falta de respeito, que está sendo vítima todos os trabalhadores, sejam públicos ou da iniciativa privada, em particular nós do MP. O discurso de extinguir instituições que representam os interesses dos trabalhadores, mesmo com todas as dificuldades impostas pelos patrões, pela elite viciada em práticas antidemocráticas, age como se o estado e os cidadãos fossem objetos de sua dominação.
Quando pressupostamente uma entidade, se diz em defesa dos interesses de determinada categoria, vem a público pedir a extinção de um sindicato, ela demonstra qual o interesse que realmente defende. Tal entidade jamais integra àqueles que estão nas lutas de classe, a serviço dos trabalhadores, da construção da democracia e de uma sociedade justa com distribuição de renda, educação de qualidade, saúde e moradia digna para todos, na busca incessante de que todos exerçam a plenitude da cidadania. Esta prática discriminatória faz parte dos engenhos de mentes que não admitem o avanço da autonomia dos trabalhadores em lutarem pelos seus objetivos, sem a tutela do estado e dos patrões, se confrontando com os interesses de quem de certa forma representa os interesses adversos aos trabalhadores.
A ditadura militar, no auge das violações humanas, onde os direitos foram suprimidos com torturas, prisões, assassinatos, banimentos e vários outros tipos de barbáries vitimando milhares de seres humanos, inclusive dirigentes sindicais. A prática de intervenções nos sindicatos, método remoto do ESTADO NOVO foi colocado em prática pelos ditadores, a pedido das elites e de pessoas desprovidas de capacidades, escrúpulos, de valores morais e éticos, para agradarem os poderosos de plantão, para puxarem demasiadamente os sacos dos patrões, instituíram o peleguismo como prática do sindicalismo a serviço dos opressores e na desconstrução da organização dos trabalhadores.
Pois os trabalhadores conquistaram nas lutas, a independência dos sindicatos, a construção da CUT, o sindicalismo combativo, os avanços das conquistas, a luta pelo emprego, melhores salários, qualidade de vida, organização no local de trabalho, valorização do ser humano, lazer, educação, habitação, saúde, entre inúmeras lutas permanentes. Esse é o papel dos sindicatos.
Nós do SINDMINP, reconhecemos nossas limitações, a falta de estrutura, pela negativa do MP em liberar os diretores para fazerem suas funções sindicais, mesmo com essas e outras dificuldades, não abrimos mão de lutar pelos servidores do MP. Estamos a serviço dos trabalhadores, nunca vamos bajular os patrões, pois sempre soubemos de que lado estamos.
Qual será o verdadeiro interesse da tal União dos Servidores do Ministério Público do de São Paulo, quando pede ajuda para extinguir o SINDICATO DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO, sendo este por Lei, o único representante da categoria, pois a União jamais poderá representar a categoria. Os seus dirigentes não admitem a liberdade sindical, a democracia, à plenitude da cidadania, a construção do Estado de Direito e a pluralidade representativa. O que está atrás dessa intolerância pelega? Será pelo fato de denunciarmos ao CONSELHO NACIONAL DOS MINISTÉRIOS PÚBLICOS a prática da direção do MP/SP em relação aos seus servidores, com a negativa de negociações?
Porque, embora seja o MP o órgão que fiscaliza o real cumprimento dos interesses coletivos, porém, age com indiferença quando se trata dos direitos dos seus próprios servidores, tendo o sindicato que recorrer à justiça, ao Presidente da República, aos Deputados, Senadores, Ministros e representantes da Sociedade Civil, pela busca dos direitos e garantias trabalhistas da categoria e mostramos o descaso de que somos vítimas.
Temos procurado reivindicar os interesses e necessidades dos servidores do MP em vários itens da Pauta da Campanha Salarial, onde não buscamos apenas o aumento de salários, mas sim qualificá-los como seres humanos, melhorar o relacionamento e as condições dignas de trabalho, pois nossa pauta esta protocolada no MP.
Defendemos o MP, como instituição fundamental que zela pela sociedade, pelos direitos coletivos, mesmo não compactuando com a forma que tratam seus servidores, manteremos sempre nossa divergências em relação à direção do MP, como sabemos também que os membros e a direção do MP, não concordam com esse apelo fascista, pois esta instituição, já sentiu o que é a violação dos direitos, que o diga Plínio de Arruda Sampaio, Hélio Bicudo e outros que denunciaram àqueles que na calada da noite espalharam o terror. Não temos medo de representarmos os trabalhadores, esse é o papel do sindicato e de seus dirigentes. O SINDIMINP é transparente em suas ações e administração. Será esse o motivado ódio por parte dos dirigentes da UNIÃO?
Hoje o Brasil tem como governante, como a maioria do povo de origem humilde, retirante, sem título de doutor, sindicalista, que desafiou e rompeu com todas as estruturas do sindicalismo pelego, que conquistou na luta os verdadeiros interesses da classe trabalhadora, por isso foi eleito e reeleito. A UNIÃO deveria ter respeito, principalmente com os seus associados, servidores do MP, com os trabalhadores em geral, e por aqueles que no passado tiveram seu sangue derramado pela autonomia e construção das lutas sindicais em especial, opondo pelo fechamento dos sindicatos.
Esta é a pergunta que fazemos para a “UNIÃO” QUAL O SEU VERDADEIRO INTERESSE EM EXTINGUIR O SINDICATO? Será pelo fato de existir enorme vácuo nas lideranças arbitrárias? Pois, Pinochet morreu, e para preencherem esse vazio, defendem essa tese de extinção de sindicatos, posteriormente a criminalização dos movimentos sociais, quem sabe assim, os TONTON MACOUTES, GESTAPO, DOE-CODIS, OPERAÇÃO CONDOR, DOPS, voltem a terem atividades, e que os DELEGADOS FLEURIS, MUSSOLINIS, HITLERS, FELINTOS MULLERS, SOMOZAS, PINOCHET, SE SINTAM HOMENAGEADOS, pelas teses da União. POIS ASSIM A UNIÃO SERÁ A FASE SUPREMA DO NAZI/FASCISMO.
A Diretoria.